Ela abocanhou-o como se isso fosse vital para a sua sobrevivência, determinada, empenhada, gulosa pela sensação que tanto apreciava de senti-lo crescer dentro de si.
Ele passeava as mãos nos cabelos dela de forma descoordenada, levantava a cabeça com os olhos cerrados como que agradecendo a um deus ou ao destino o privilégio como o sentia naquele instante feliz.
Ela insistia e era certo que não desistia de o satisfazer, pela vontade de o saber agradado pelo seu gesto ajoelhado e sorria enquanto o mexia todo com mãos de sábia, de feiticeira, e procurava a melhor maneira de o descontrolar.
Mas ele não queria parar sem lhe retribuir tanto prazer recebido e não tardou, num gesto decidido, a alojar-se onde a sabia pronta para o receber.
Acabariam os dois a gritar em simultâneo o sucesso naquela empreitada inicial de uma obra que ambos sabiam estar apenas a começar.