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27.9.13

Em loja de porcelana

Já fiz parte de mais de 10 blogues colectivos. Só existem dois em pleno funcionamento.
Nunca deviam ter-me deixado sair ou, ainda mais prudente, convidado a entrar.

5.9.12

O ELO MAIS FRACO


Percebeu apenas a existência de um elo de ligação que nunca o envolvia ou mesmo quando parecia revelava-se efémero e puramente circunstancial.
Era uma questão de tempo, até perceber também, como os outros, o erro de casting que sempre se constituía, na merda que fazia aos olhos de todos quantos julgavam pela mesma bitola, ligados que estavam por algo que não conseguia vislumbrar.
Raramente conseguia perceber, mesmo à posteriori, a natureza do seu lapso, do seu desajustamento, da gota de água que transbordava sempre no seu copo, mesmo que nos restantes caísse uma chuvada torrencial.
Mas percebia-se marginal, de alguma forma inconveniente, e não sabia porquê, mas o mal estaria em si porque os outros sempre conseguiam encontrar uma forma de pactuarem para manterem o tal elo de ligação, talvez alguma forma de perdão que nunca soubera merecer por causa de algo que fazia a diferença e distinguia a sua pessoa pela negativa em qualquer pequena multidão.
Era sempre enorme o trambolhão, oito ou oitenta, bestial a besta, era sempre uma desilusão que restava como lembrança da sua passagem noutras vidas quaisquer, fossem de homem ou de mulher, porque lhe percebiam sempre uma carrada de defeitos e de limitações que outros igualmente possuíam mas no seu caso não permitiam apenas porque sim.
Limitava-se a adivinhar o fim das relações para a vida como as acreditavam até ao dia em que se transformava numa abóbora tudo quanto de bom pudesse transmitir nos cruzamentos com outras existências, ou eram as birras ou eram as incongruências, como se nada que de bom tivesse fosse algum dia capaz de equilibrar a parada com as suas limitações.
Já nem alimentava ilusões acerca do que estava para vir, sempre à espera de que deixassem cair como era sua tradição, aparentemente nunca tinha razão quando as coisas corriam menos bem, talvez porque lhe faltasse o discernimento para distinguir a tal coisa que faltava na hora de pesar os seus prós e os seus contras na balança viciada.
Era uma pessoa apreciada até o prazo de validade acabar, com a passagem do tempo parecia azedar e brotavam de forma espontânea os fenómenos de rejeição ou de indiferença, até mesmo a obliteração dos rastos da sua presença onde não devia, pelas existências que não compreendia e depois falava sempre a menos ou demais.

Por isso se recolhia, era os outros que protegia da sua má influência por não conseguir acompanhar a cadência ideal para reduzir ao essencial o tal elo de ligação que até criava mas nunca conseguia manter.
Por ser incapaz de descobrir sequer pretextos decentes para o tentar aprender.

22.5.10

SECOND LIFE

Depois uma pessoa repara que alguém passava horas a fazer algo com outrem e connosco nunca lhe apetece e percebe igualmente o porquê da manutenção teimosa da ligação clandestina a esse outrem, mesmo sob a capa (supostamente) protectora de uma camuflagem e o falso pretexto de um busto qualquer.

E aí uma pessoa só pode mesmo relativizar, aceitar o seu estatuto de segunda escolha, de mal menor, e ir desamparando a loja...

2.5.10

E NO PASSADO TAMBÉM ERA ASSIM

É raro encontrar algo que não espectáculos tristes quando a ganância diz presente.

12.5.09

ESTÓRIAS INSTANTÂNEAS (8)

Caminhavam há quilómetros quando ela o agarrou e o beijou como se de repente isso se tornasse vital para a sua sobrevivência.
E de imediato enlouqueceram os dois e embrulharam-se na berma da estrada nacional sob a luz ocasional dos faróis das viaturas que entretanto passavam.

5.4.09

CLOSURE

Nem todos os meus passados foram encerrados da forma que desejaria, mas tenho a felicidade de ter sempre encontrado na certeza inequívoca do seu fim o consolo da paz interior que isso sempre acarreta.

3.3.09

HOOKED ON CLASSICS

15.12.08

LASSIE, SKIPPY E FLIPPER

Ainda existem pessoas vivas que se lembrem de que bichos se trata?

31.10.08

E AÍ ELA PEDIU: "FAZ-ME UM FILHO"...

...E curiosamente o meu entusiasmo só esmoreceu quando ela decidiu explicar-me porquê.

16.9.08

RICK WRIGHT (1943-2008)


1.9.08

VISÃO PRAGMÁTICA

Apenas ele na sala da redacção. Entra ela e diz:
- Boa tarde. Eu sou da agência de publicidade X e venho buscar o material para a contracapa.
- Boas, faça o favor de se sentar que eu estou precisamente a ultimar os textos de rodapé.
- Obrigado.

Um instante de silêncio, quebrado por ele com um tom simpático:
- Então, e que tal lhe tem corrido o dia?
- Bem, felizmente. E o seu?
- Uma maravilha. E parece ter tendência para melhorar.
- Ah sim? Sorte a sua.
- Eu também acredito na sorte, sabe? Por exemplo, assim que entrou ocorreu-me a feliz ideia de lhe perguntar se tem planos para o jantar de hoje…


Um sorriso dela, uma pausa no diálogo e a sua reacção:
- Porque perguntaria tal coisa? Acabámos de nos ver pela primeira vez, somos desconhecidos…
- Podia fabricar num instante uma data de pretextos, mas esse argumento obriga-me a ser frontal. Foi a conjugação da minha disponibilidade com o facto de a sua aparência física me ter feito sentir tentado a arriscar a hipótese de passar um tempo de qualidade com uma pessoa tão bonita assim.
Além disso, referiu que somos desconhecidos e tem toda a razão. Mas se eu não criar as condições para ultrapassarmos essa limitação ela não desaparecerá. E eu lamentaria não ter tomado alguma iniciativa nesse sentido.
Foi tudo isso mais a fé na sorte de que falávamos há pouco…
- Desculpe a questão mas falou da aparência física e eu gostava, só por curiosidade, de saber se existiu algum aspecto em que tenha prendido mais a sua atenção…

Ele engole em seco, recupera a compostura em escassos segundos e avança com a resposta depois de passar de forma discreta mas perceptível a vista pelo peito avantajado da morena deslumbrante:
- Gostei do seu olhar, da forma como trinca o lábio inferior e do tom da sua pele. E creio que me poupará a incluir também o óbvio neste resumo, somos crescidos e não duvido que o saberá tão bem como eu.
- E o que espera de mim ao longo (e depois) dessa refeição?
- Espero uma pessoa com a mesma vontade que eu tenho de fazer valer a pena o tempo investido na ocasião.
- E isso implica o quê?
- Tudo aquilo que a ocasião possa proporcionar.

Novo momento de silêncio, quebrado por ela, sorriso maroto:
- E se a ocasião, como lhe chama, proporcionar um envolvimento íntimo entre nós?
- Farei exactamente o mesmo ao longo de todo o tempo que me conceder, ou seja, tudo aquilo que puder para me certificar de que a “ocasião” lhe agradará, no seu todo, ao ponto de jamais lhe sair da memória.- Hum. E que tal se trocássemos a ordem natural das coisas e fizéssemos agora aquilo que iria acontecer depois do jantar? Assim sempre podíamos apreciar a refeição livres da ansiedade que isso dá…

24.7.08

UM DIA A SUL


15.6.08

A LUA E O FALSO COMETA

21.5.08

THE SHADOWS

6.4.08

EUROPA

2.1.08

CROSSROADS


8.11.07

ARMONA, A ILHA


12.8.07

A IMPRESSÃO MAIS MARCANTE

Que deixo é sempre a do lado pior de todo o homem que sou.

20.7.07

DIÁLOGO DE SURDOS

(...)