E que não podem acolher as dos outros como gostariam.
Com cada emoção vivida de raspão e cada palavra apreciada à pressa, mastigada como fast food, desinteressante por inerência quando não se reporta à constante fonte de impaciência que acaba por degenerar em saturação.
Há vidas sem espaço para os outros, individuais porque atafulhadas das coisas triviais mas necessárias, vidas sem tempo para as histórias sem um final rápido, divertido e feliz.
Vidas a correr nas quais a palavra supérflua pode ser o amor, arrumado num esconso do coração à espera de um dia poder sair dessa pequena arrecadação para onde se despejam as coisas vitais.
À espera do espaço que algumas vidas que de tão preenchidas nas muitas prateleiras do T0 em que se deixam transformar acabam por quase nunca conseguirem arranjar.