Gerir equilíbrios delicados, ou mesmo impossíveis, não me é uma tarefa estranha.
Contudo, após anos a fio dessa gestão complexa, continuo a revelar-me desastrado por via da minha propensão para a atitude desbocada e para a fé ilimitada na compreensão por parte de quem é directamente afectado pelo meu desempenho nesse particular.
Essas falhas na minha forma de ser e de estar levam-me muitas vezes a uma sucessão de equívocos e de perdas, directa ou indirectamente provocados pela atrapalhação em que me atrofio quando me confronto com os resultados práticos da minha inépcia.
E neste ciclo infernal, nesta sensação de impotência perante factos que me transcendem, consigo encontrar a pouca empatia que por norma desenvolvo com os responsáveis pelas empresas públicas.