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13.4.09

LUCKY DUDE

Ia só à procura de uma pata de coelhinho da Páscoa (para dar sorte e assim...) e encontrou uma pata de coelhinha da Playboy.

9.4.09

REBOOT

Seguiu com o olhar o bando de pássaros que cruzavam o céu, rumo a um sítio qualquer.
E depois, assim de repente, entrou no carro e partiu.
Determinado a segui-los.

24.3.09

DE MÃOS DADAS

Viveram a dois o orgasmo que ela experimentou num momento em que o amou ainda mais do que julgava possível.

4.3.09

DIAS ÚTEIS

De tesoura na mão, avança pelo caminho enquanto corta laços que sente como perniciosos. Sem olhar para trás, para os restos de passado espalhados pelo chão.
Avança de tesoura na mão, impassível, olhos fixados num horizonte sem contornos definidos, incógnita. Sem tempo a perder com o supérfluo, com o fútil, com o tempo que sente como inútil se investido nas coisas e nas pessoas que não valham a pena.
Um tempo para cortar, no passado e no presente, que o futuro emergente não prima pela paciência para esperar.

Continua pelo caminho, à tesourada, com uma atitude determinada.
Sem tempo para as miudezas, sem pachorra para as tristezas e ainda menos para as desilusões.

1.12.07

GREEN LIGHT


15.8.07

O CULPADO

Não é sempre o mordomo.

29.7.07

TRAVESSIA DO DESERTO


O oásis? Deixe cá ver... Passa aquela duna e vira na segunda, não, na terceira palmeira à sua direita.

23.7.07

ISTO É UMA MENTIRINHA PARA TESTAR A AUDIÊNCIA

Este blogue vai fechar para férias e está em remodelação total.

15.7.07

ANDO A CONSIDERAR

A hipótese de aderir ao canal Playboy. Para ver se ganho mais umas luzitas acerca do maior mistério que a Criação produziu...

25.6.07

BEAM ME UP!

Venho em paz.

8.6.07

COM FICÇÃO

Um homem qualquer. Fechado no seu mundo interior a pensar o amor e pouco mais.
A sós, num quarto de hotel com cama para dois, a sonhar como seria se amanhã ou depois, noutro dia, o seu mundo pequeno se alargasse na órbita em torno de uma estrela a que chamasse o seu sol.

Um homem qualquer, a pensar numa mulher. O rasto dourado da sua passagem a meio de uma viagem sem destino, os cabelos que acariciou espalhados na almofada que abraçou depois da despedida.

A saudade esquecida quase a seguir e o cometa a fugir, à distância de uma galáxia a milhares de anos-luz.

O brilho no céu de um amor passageiro que durou um dia inteiro mais a noite a seguir.

Um homem a sorrir, confiante. Outra estrela cadente num percurso a solo, a caminho do seu colo que lhe ampara a queda e catapulta de novo para o firmamento com a lembrança de um momento impossível de esquecer.

E o novo dia a nascer na retina azul de uma menina do sul de um país tão gelado que a mínima emoção quase lhe derrete o coração, ao lado de um homem qualquer que a olha (tão linda de ver) com o reflexo intenso do sexo imenso que ali aconteceu entre os dois.

A porta do quarto fechada com a certeza de uma despedida definitiva, natural.
E o homem sozinho a pensar no destino, a bordo de um sonho numa nave espacial.

4.5.07

SINAL DOS TEMPOS

Numa série de tv ele diz-lhe que a ama.
Ela sorri, não responde e abandona o apartamento.

E mais nada.

28.4.07

TÃO FÁCIL IGNORAR

Deixada de fora em mais uma ocasião especial achou muito normal e tratou de programar para esse período as melhores alternativas à disposição.

Bastou-lhe um telemóvel à mão…

19.3.07

FORMATO DIGITAL


Dados recuperados de arquivos estagnados numa memória obsoleta de algo que de todo se perdeu.
Equívocos impressos em registos dos destroços de uma ilusão que com o tempo morreu.

Melancolia recordada de uma utopia esmagada pela realidade que se faz da verdade sem flores nem falsos amores que mal disfarçam nos seus fogachos a constante dos pontos baixos do gráfico que denuncia o tráfico moribundo nos espaços entre os esforços inócuos de recuperação.

Dos dados perdidos nos arquivos esquecidos, a erosão inevitável da relação pouco saudável entre as expectativas exageradas e as esperanças frustradas que afinal são fruto de uma insistência cujos níveis de exigência não se compadecem da verdade inventada na realidade forjada em momentos de sonho sem base de sustentação.

A vida adormecida, sem pílula dourada que atenue a anestesia de uma irreversível apatia no cadáver adiado pela respiração artificial.
Boca a boca, o beijo que se troca e o desejo que não provoca o contacto entre a pele. Um sentimento de papel numa banda desenhada da emoção conservada em boião com formol, desenhos rabiscados em guardanapos amarrotados no tampo da mesa de um café pelo fantasma clandestino de um herói da emoção por quem dobra o sino ao longe onde acontece o seu funeral.

A diferença abismal entre os dados na lembrança e os factos na balança cujos pratos não hesitam quanto ao lado para pender.
O tempo de esquecer, o momento para distinguir a fantasia na promessa que se fazia de uma eternidade substituída pela amizade que resta para salvar.

O tempo de acreditar no futuro realista, uma memória onde não exista lugar para dados corrompidos de uma história que os factos conhecidos desmentem e requerem imediata substituição.

O tempo de formatar a emoção.