Deixa-me transportar-te neste colo para parte incerta da tua mente desperta pelo ruído da paixão. Deixa-me anestesiar-te a razão com os laivos da minha loucura, da minha vontade que perdura de te arrastar para o olho do furacão, deitada a meu lado, preparando a chegada da segunda vaga do vendaval.
Deixa-me seguir-te com o vento enquanto partilhamos o momento final deste voo que te proponho, desta viagem sem rumo que me atrevo sugerir quando me deixas sussurrar tudo aquilo que o teu corpo confidencia à minha imaginação.
Deixa-te levar pelo ar ou pelo chão até um ponto qualquer, permite-te ser a mulher que mais te vista essa pele que brilha como o sol quando se agita num arrepio involuntário.
Deixa-te possuir como se fosse necessário esse instinto para a sobrevivência daquilo que sinto quando olho as tuas pernas abertas e me ocorrem (sempre que as forneças) as respostas mais certas para as principais questões que possam insinuar-se nessas alturas no homem que sou.
No céu em que te penduras quando gritas ao mundo os orgasmos que te dou.