Não desistas.
Daquilo em que acreditas ou apenas da esperança de um dia a bonança se instalar de novo no sítio onde essa tormenta te quebra a resistência e tenta vergar a tua vontade de lutar.
Não deixes definhar aos poucos esse sonho, mesmo que o metas de vez em quando num banho maria como antes se fazia para requentar aquilo que não se queria servir frio, para manter viva a refeição como deves fazer com a emoção que tentas controlar sem sucesso.
Não permitas.
O colapso que nem vislumbras, tão manso, o resultado final do abandono do essencial aos caprichos da distracção.
Não tentes ignorar o coração que te grita, amordaçando-o com uma corda ou uma fita adesiva que o mantenha sossegado porque o pretendes ignorado para conseguires conservar algo que nem sabes se é mais grave perder. De ti. As ilusões...
E não leias o que escrevi como se te fosse dirigido. Se calhar estou a falar comigo...