Mostrar mensagens com a etiqueta lost in translation. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lost in translation. Mostrar todas as mensagens

19.4.10

MENINO INGÉNUO

E dizia-me o gajo, todo entusiasmado, acerca da sua vasta experiência em redes sociais:
- Ó pá, a cena é tão fácil como dares uma vista de olhos nas fotos. As que só tiverem fotos da cara nem vale a pena dares conversa. E as que tiverem fotos a corpo inteiro e com pouca roupa é só investires uns dias de palheta e não falha!
- Não falha o quê?
- Tu sabes...

Por acaso também frequentei dessas redes. E confesso que não sei...

31.3.10

TRAPAÇAS

O destino é canalha na arquitectura dos seus acasos e coincidências.

22.3.10

E ISSO É QUANTO EM PAUS?

O lesado entrevistado no noticiário:
O meu prejuízo deve rondar os 600 contos em euros, mais ou menos...

20.3.10

DÚVIDA METÓDICA OU SISTEMÁTICA?

Não sei, ainda estou a pensar...

17.3.10

IMPLOSÃO

Às vezes basta um pequeno lapso, apenas uma palavra que denuncia uma realidade alternativa à que se quer impingir. Não era isso que queria dizer, pensa a pessoa, e tenta corrigir. Mas sempre de forma atabalhoada, pois depois de solta a verdade dos factos ocultada já ninguém a consegue agarrar.

Às vezes basta a falta de jeito para se construir um muro de desconfiança tão resistente que nem o tempo será capaz de demolir.

10.3.10

FEL E CIDADE

Não combinam.
Nem mesmo no mais amargo dos mitos urbanos.

8.3.10

7.3.10

INCLINAÇÕES

Algumas pessoas da Ciência acham desnecessários e mesmo absurdos alguns objectos de estudo das pessoas das Letras.
Hoje, ao ouvir um cientista falar, todo entusiasmado, acerca do plano inclinado de Galileu, esse aparentemente significativo conjunto de dois pedaços de madeira, quase consegui entender o ponto de vista das tais pessoas da Ciência.

17.2.10

SURPRESAS

O banco de nevoeiro dissipou e o que apareceu foi um assalto à vista desarmada.

15.2.10

LIÇÃO DE HUMILDADE

A palavra palavrão só caiu em si e perdeu a mania das grandezas quando a palavra palavrinha lhe explicou qual o entendimento comum do seu significado.

14.2.10

CRIME SEM CASTIGO

Enquanto nenhuma palavra olhava, a palavra política apagou com uma borracha a palavra promessa.
E acabaria por acabar também por apagar duas amigas que acompanhavam a vítima, a palavra honesta e a palavra propriamente dita, para não deixar testemunhas.

PALAVRAS TOLAS

A palavra polícia viu passarem por si na pirisga as palavras velocidade e rapidez mas não conseguiu fixar-lhes a matrícula.

6.2.10

O BUSTO DE NAPOLEÃO

Explicações inúteis, essas desculpas tão fúteis para justificar o impensável, para tornar aceitável tudo aquilo que não podemos tolerar.

4.2.10

FACTOS DA VIDA (2)

Nem quem se diz próximo de mim consegue falar comigo à vontade por esta via.
Sou cada vez mais analógico e menos virtual.

21.1.10

A ESTRANHA SENSAÇÃO

De andar às apalpadelas por entre o desnorte de alguém.

17.1.10

FUNDAMENTALISMO ZOÓFILO

Dizia-me o gajo, todo enfunado pelo seu amor aos animais:

- Só acredito que existirá respeito pelos direitos dos animais no dia em que a questão do aborto for discutida com a mesma prioridade e paixão com a do direito a estrelar um ovo.

30.12.09

COM PRINCÍPIO, MEIO E FIM

Nem sempre um fim surge com a nitidez que esperamos quando, no princípio, o tentamos antever. Pelo meio, algures, deixamos de entender o objectivo traçado como uma meta mas apenas como mais uma etapa de um caminho ao longo do qual, de repente, se apaga a luz.

26.12.09

GUARDA-FATOS

Com poucos dias de intervalo, uma lunática conseguiu deitar a unha ao Papa e um cobarde quase conseguiu fazer explodir um avião.

Mas será que o Clint Eastwood e Kevin Kostner não ensinaram nada a esta malta da segurança?

17.12.09

CADA VEZ MAIS

Só para mim.

10.12.09

MÁQUINA DO TEMPO

Correu para o futuro com medo de que no presente não conseguisse acompanhar a passada do passado cuja percepção o fazia sentir-se envelhecer.