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7.11.10

NÃO FICA BEM...

Se há coisa que não posso perdoar ao coiso agarrado a mim é que ele exerça a sua (má) influência e me imponha comportamentos que contrariam a minha forma natural de ser e de estar.
Quero com isto dizer que não tenho nada a ver com os amuos, com os estados de espírito dele, e por isso não consigo aceitar que ele use a mente para me condicionar de forma prepotente e que deixa pouca margem de manobra para uma relação equilibrada.

Eu até nem vejo bola, tirando no pico do Verão, quando (penduri)calha, de soslaio, para aproveitar a liberdade que às vezes me dá o coiso agarrado a mim, porque raio tenho que murchar como uma flor arrancada de um jardim de cada vez que perde o Benfica???

19.10.10

A DITA DURA DO PROLETARIADO

Eu nisso das greves nunca alinho!

20.4.10

DÚVIDA EXISTENCIAL

Às vezes fico com a estranha sensação de que o coiso agarrado a mim consegue adormecer-me...

DÚVIDA EXISTENCIAL II

(Será que também tem algo a ver com o meu serviço de despertar?)

4.4.10

ENCONTRO IMEDIATO

Olhem, até tou sem fala. E eu já nem sou muito falador, de resto.
Mas contou-me uma pila minha amiga (às vezes os coisos agarrados a nós mijam em urinóis contíguos) que estava muito bem na sua vidinha quando de repente uma espécie de borracha a cobriu da cabeça aos pés, perdão, à base.
Quase deixou de respirar, disse-me a pila, que aquilo não tinha orifício nenhum para além daquele por onde a enfiaram.
E o pior, meus amigos, e o pior foi quando essa pila minha amiga, em pânico, tentou perceber pela conversa do coiso agarrado a ela de que se tratava e percebeu que aquela borracha esquisita não era de origem terrestre: era de Vénus!

Quando lhe tiraram aquilo de cima, um alívio, acabou por perceber (aterrorizada) pela expressão do coiso agarrado a ela que não seria a última vez que a substância alienígena manteria contacto.

Eu gosto de ser uma pila de vanguarda, com horizontes amplos e assim. Mas uma coisa pode o coiso agarrado a mim ter como certa. Se algum dia a tal borracha espacial tentar sufocar-me ele que nem pense que me obriga, como fizeram à pila minha amiga, a ainda por cima me meter em maiores apertos...

22.1.10

ALMA NATURISTA

Confesso: não gosto de praia, ao contrário do coiso agarrado a mim. É frustrante, estar constantemente enfiado num buraco feito à pressa na areia, sob a toalha, para esconder a minha pujança em vez de a exibir com orgulho e me permitir apanhar um bronze em condições.
Nunca percebi esta forma de o coiso agarrado a mim entender o convívio com a natureza, de ocultar a qualquer olhar a minha beleza e, acima de tudo, insistir em me privar do usufruto do sol.
Por isso não me entusiasma a ideia, mesmo sabendo que sempre ando mais à vontade do que enfiado no aperto foleiro de umas calças de ganga.

Qualquer dia lixo o coiso agarrado a mim, mantendo uma flacidez na postura.
E aí bem tem que se habituar a bronzear menos as costas...

19.1.10

SIX FEET UNDER

Quando era pequeno (embora isto seja apenas força de expressão) e ainda não conhecia a gíria típica dos meandros em que me movimento apanhei um cagaço que nunca mais esqueci.
Pois estava eu numa das primeiras viagens exploratórias que o coiso agarrado a mim vai organizando, ainda cheio de medo de tudo e mais alguma coisa, a pensar no sentido da vida, quando ouvi uma voz distante que pedia: enterra-o todo, enterra-o todo!

Até hoje estou agradecido ao coiso agarrado a mim por não ter cedido à coveira...

DE SOPRO, NÃO?

Se não dou música, porque insistem em chamar-me instrumento?

15.12.09

MANIA DAS GRANDEZAS

Falo demais.

4.11.09

PINGUÇOS SÃO ELES!

Um destes dias estava eu em repouso, que aproveito para meditar (para me deitar...), quando me ocorreu outra vez a falta de dignidade com que se tratam os assuntos com pila.
Nem mesmo os mais interessados, os coisos agarrados a nós, se revelam capazes de pugnarem pela dignificação do símbolo da sua masculinidade e alinham em paródias sem jeito nenhum.
Em causa está, por exemplo, a delicada questão da sacudidela depois de um chichi. Dizem eles que por mais que se sacuda, a última gota é sempre das cuecas.
Tá mal.

Das duas uma, ou assumem que não sabem sacudir em condições ou deixam-nos (as pilas) ganhar uma reputação de pinguços que é tão injusta quanto involuntária.
É uma questão prática: nós pilas não possuímos os meios para procedermos a uma sacudidela e isso deveria ser óbvio para os coisos agarrados a nós. Mas não é. E por isso nos deixam nesta figura ridícula, com a pinga a manchar-nos a reputação quando são eles, os coisos, que com a "pinga" nem conseguem apontar a mira para uma abertura de sanita onde até com um canhão de água seria difícil não acertar...

13.10.09

CABEÇA NO AR

Nunca consegui perceber porque é que quando o coiso agarrado a mim me agarra com as mãos eu tenho reacções distintas.
Num mesmo dia ele pode mexer-me várias vezes e tanto me dá para me deixar estar como se nada fosse como me dá para arrebitar que nem um periscópio à procura de um sítio para enfiar o torpedo.
É nessas alturas incompreensíveis para mim que acredito que por vezes se estabelece uma ligação especial entre nós, um não sei o quê que gera uma força que não sei explicar e que me obriga a levantar como uma serpente no cesto do encantador.

Terá alguma coisa a ver com passarinhas?
É que eu nesses momentos sinto-me como que a voar...

23.9.09

OS TRÊS DA VIDA AIRADA

Aqui há dias, depois de mais um desatino entre os manos desavindos (os meus acessórios discutem imenso quando o coiso agarrado a mim está a dormir) e uma vez sanado o conflito, dei comigo a pensar no quanto aqueles dois são valiosos e não gostaria, de todo, de os dispensar.
Só me arranjam problemas, é verdade, e sobretudo ao coiso agarrado a mim. Mas quando há farra já não consigo dispensar a sua colaboração.
Claro que em casos pontuais até dispensava o seu fogo de artifício no final da festa, dão cabo dos sofás e assim. Porém, ao longo dos anos acabei por me habituar ao trabalho deles e vejo o coiso agarrado a mim tão contente com a cena que apesar de tudo até me sinto mais completo.

É que eu tenho a perfeita noção de que conseguia cumprir a minha missão sem aqueles dois ali pendurados. Sim, conseguir até conseguia.

Mas não era a mesma coisa...

15.9.09

BROTHERS IN ARMS

Fico sempre espantado com a quantidade de nomes que os coisos agarrados a nós inventam para nos designar. Fartam-se de desdenhar, até consideram um insulto mandarem-se para nós pilas, mas depois esforçam-se para nos baptizar a torto e a direito (nas pilas também funciona assim, não temos todas o mesmo ângulo relativamente ao coiso agarrado) como se fossemos o centro das suas atenções.
A sério que nunca vou entender a estranha relação entre os irmãos siameses que formamos, agarrados pela natureza e destinados a partilhar uma existência comum. Sim, eu sei que o coiso agarrado a mim (mesmo não estando constantemente oprimido dos pés à cabeça por horríveis peças de vestuário como eu) também possui os seus constrangimentos e restrições, as suas opressões sociais que tanto lhe enfernizam a existência. E por isso o tolero e até acabo por brilhar quando ele precisa, pois sei que ele fica todo contente e vaidoso e para mim nem é frete algum.

Nós apêndices temos que ser uns prós outros...

10.9.09

ENLARGE YOUR WHAT?

Ora esta...
Ouvi o coiso agarrado a mim referir que na internet andam a tentar vender uma cena que ele chama enlarge your penis.
Enlarge your penis? Isso vende-se? Sei que existem uns comprimidos azuis para os meus homólogos mais preguiçosos e até compreendo que os coisos agarrados a eles tomem uma atitude para os acordarem desse torpor, mas o conceito de pagarem para alguém os esticar...
...Espera lá... a ideia será mesmo esticar-nos? Mais ainda do que acontece quando nos levam a passear ou lhes passam ideias malucas pela carola ou coisas agarradas às passarinhas pela vista?
Será que a ideia é mesmo aumentar-nos o tamanho? Credo! Como é possível uma coisa dessas? Fazem o quê, puxam-nos pelas orelhas? Não temos.

E para que querem os coisos agarrados a nós fazer-nos crescer? Alguém se queixou? Não?
Bem me parecia...

29.8.09

SONHOS HÚMIDOS

Mas porque é que o filho da mãe do coiso agarrado a mim nem a dormir me deixa sossegado?

27.8.09

QUEM MURCHA SÃO AS ROSAS

Nunca percebi aquela mariquice de dizerem que tou murcho quando (nas raras ocasiões em que) permaneço em repouso. Murcho? Mas que conversa é essa? Sou alguma flor?
A malta não tem cuidado nenhum com a terminologia, isso é que é. E eu, falo que não fala, tenho que me aguentar à bronca com todo o tipo de expressões que me achincalham, não bastando já a superficialidade com que me avaliam pelo tamanho enquanto entram numa de que os homens não se medem aos palmos...
Acho que não há respeito nenhum pelas pilas e isso é revoltante porque dão uma no cravo e outra na ferradura, por um lado os gajos agarrados a nós fartam-se de louvar o "seu" desempenho (que afinal é o nosso, que eles só atrapalham) e olham para nós cheios de vaidade das "suas" proezas e por outro tratam-nos como um pedaço de carne pendurada sem utilidade alguma (o que até pode ser verdade noutros casos, tenho ouvido queixas aqui e além, mas não me diz respeito).

Eu sei que pareço uma pila refilona, sempre a protestar e assim. Mas ponham-se no meu lugar e digam lá se não tenho razão...

13.8.09

PELO DIREITO À LIBERDADE DE BADALAR

Ninguém nos pergunta nada, mas se assim fosse eu aposto que 100% das pilas responderiam de forma clara: o nudismo é a única opção e não se entende como podem os coisos agarrados a nós insistir na necessidade de vestir o que vem ao mundo nu.
Haviam de passar a existência cobertos de pano, às escuras, salvo raras excepções em que nos permitem contemplar sanitas e urinóis e outras ainda mais raras ocasiões (não no caso do gajo agarrado a mim, mas é das poucas cenas decentes que ele tem) em que nos deixam conviver com as belezas naturais da nossa predilecção.
E o segredo está todo nessa expressão, naturais. A natureza de uma pila só apela a badalar ao vento e a dispor do espaço necessário para esticar (a presença) quando lhe apraz, sem condicionalismos com ou sem barguilha.
Sim, como qualquer pila amo a liberdade e não hesito celebrar a sua importância para uma existência feliz em qualquer entidade com prepúcio.

Sou assim.

7.8.09

UMA MODA COM ÉFE MAIÚSCULO

Uma coisa que me chateia é a falta de opções no guarda-roupa quando o gajo agarrado a mim me leva a sair. Ou a entrar, bem vistas as coisas.
É injusto que eu me veja oprimido por calças de todos os tipos e feitios, uma variedade imensa de peças de roupa, e quando toca a minha vez de poder usar uma roupita é sempre a mesma coisa. Enfia-me numa coisa horrível da cabeça aos pés (isto dos pés é em sentido figurado, claro), com um cheiro a borracha, ignorando o facto de eu ser um nadinha claustrofóbico e pronto. Acha o gajo que assim tá bem, veste-me (plastifica-me) com aquela fatiota e deve julgar que lá por haver daquilo com diversas texturas e sabores já é uma indumentária variada.
E tem a lata de lhe chamar camisa. Camisa? Onde estão as mangas? E os botões? E alguém tem a lata de chamar colarinho ao enrolamento na entrada daquela dedeira? Já nem falo de uma gravata ou assim, que pudesse dar um ar decente à farda que o gajo me impinge naquilo que deviam ser dias de festa...

Eu posso parecer um bocado rezingão, mas é que me falta a respiração enfiado naquilo e não há maneira de conseguir achar-me bonito com tal farpela.
E a porra é que dá ideia que a cena é quase um traje de cerimónia e há passarinhas que quando me apanham despido comportam-se como porteiros de discoteca...

25.7.09

PENSAR SEM A PILA?

Um destes dias ouvi, num som abafado pelas calças e pelos boxers que me oprimem, o gajo agarrado a mim a afirmar que não pensa com a pila.
Não pensa com a pila? Então mas anda para todo o lado comigo sempre colado e só porque lhe dá jeito acha-se no direito de pensar sem mim?
Quer dizer, não pensa com a pila mas não se inibe de a usar conforme lhe dá na telha. Enfia-me onde quer e lhe apetece (e o deixam) sem me perguntar coisa nenhuma, farta-se de gabar o meu desempenho e depois dá ares de iluminado, de doutor, a reclamar apenas para si o mérito do raciocínio?

Pode ser que se flixe. E aí não conta comigo com toda a certeza...

24.7.09

NOITE DE ESTREIA

Nunca me esquecerei desse dia.
Repousava encostado à virilha esquerda quando senti a presença de uma mão, algo que estranhei pois não havia soado o aviso de rotina para a função que até então que me cabia cumprir.
Estranhei ainda mais quando os dedos se enrolaram em meu redor e começaram a subir e a descer de uma forma inusitada e eu já de cabeça bem levantada, satisfeito com aquela inovação.

Foi de facto uma sensação inédita que senti como uma revelação, adivinhando na hora um futuro promissor que surgia no horizonte (o dele, que trago agarrado) tão erecto como um pelourinho ou o monumento que encima o Parque Eduardo VII.
A mão não parava e eu nem sabia do que gostava mais naquela atenção que me permitia descobrir novos caminhos e antever extraordinárias aplicações.

Apanhei um cagaço quando de repente senti uma cena diferente a brotar de mim, algo que os meus inseparáveis amigos (que enviaram aquilo no preciso instante em que me estava a saber melhor, apanhando-me distraído) cuidariam de me explicar mais tarde na utilidade e na razão de ser.

Sei que descobri um novo e apetecível prazer, que se manteria sobretudo quando a mão, pouco tempo depois, se prestou a uma excelente troca. E desde esse dia memorável estou tantas vezes em sentido que até parece que entrei para tropa.