6.8.07

SE CALHAR

Existem pessoas que entendem os elogios aos outros como críticas a si próprias.

NÃO HÁ COMO O SUL

E já lá estou.

5.8.07

ASSIM SENDO

Um passo de cada vez. Sempre para trás, fingido o avanço ou apenas uma mera estabilização.
Apenas uma ilusão de que algo mais é possível do que uma dança de sombras numa parede de papel.
Passo a passo, a invenção de pretextos e a alteração de contextos que justifiquem o impensável na boca de quem não o quer admitir.

Pedaços de vida deitados a perder, o futuro também.

Perdido por um, perdido por cem...

CENÁRIOS

CHAPA ZERO

É o bastante para desmentir pressupostos e comprovar as teorias alternativas que lhes retiram sustentação.

POST CLARO

Está um dia luminoso e cheio de sol lá fora.
E eu vou em busca da luz.

DESDE SEMPRE

Os outros preferem entender-me como um inimigo.
Parecem sentir-se mais confortáveis encarando-me assim.

Bom, resta a um gajo aprender a viver com as peles que lhe vistam.
E despir todas as outras...

MAIS SIMPLES DO QUE ISTO

É impossível.
E no entanto...

IN OR OUT?

4.8.07

CONVERSA DE GAJO

A má da Floribella é muito mais boa do que ela.

ESTOU CHEIO DE SAUDADE

Do ocaso no litoral alentejano.

QUANTO MAIS UM GAJO SE VERGA

Mais mostra o cu.

UM TUBO DE COLA NA MÃO

O arrependido depressa percebeu que em nada poderia reparar o mal com que deitara tudo a perder. Mas insistia. E isso só lhe trazia consequências ainda piores que somava ao remorso que jamais deixaria de lhe atormentar a consciência.
O arrependido não o sabia. Ou ignorava a fingir, toldado pela esperança imbecil de um miúdo sentado patético diante do valioso vaso quebrado com um tubo de cola para papel na mão.

Fantasiava finais felizes para histórias criadas a partir de ilusões, de falsas interpretações de sinais que afinal pretendiam dizer-lhe aquilo que recusava admitir.
Falseava a derrota maquilhando de rosa uma saída airosa a partir da mentira forjada pela demência associada à mais profunda desilusão.

O arrependido era um parvalhão, incapaz de seguir o seu caminho sem perturbar o difícil processo de cicatrização das feridas abertas que ambicionava suturar e afinal escarafunchava com a melhor das intenções que atafulhavam o seu pequeno inferno interior.
O arrependido era um estupor, pobre coitado, e andava enganado por algum génio maligno ou um deus brincalhão que lhe provocava a confusão que o traía quando mais acreditava que o sucesso na sua empreitada estava mesmo logo ali.

Ao virar da esquina de mais um beco sem saída para onde o conduziam as brilhantes deduções mais as estúpidas hesitações que desnorteavam o rumo e o afastavam do ponto onde queria chegar.
Fingia acreditar numa hipótese impossível mas deixava-se apoderar pelo desencanto descabido quando a verdade dos factos se impunha aos prodígios da sua imaginação infantil.

O arrependido precisava crescer, ou no mínimo acordar para a vida real que era tal e qual fizera por merecer.
O arrependido precisava de uma galheta bem dada e depois era fazer-se à estrada sem por um segundo olhar para trás.

Para provar que era capaz de substituir o arrependimento por um novo sentimento que lhe permitisse recuperar a lucidez e desamparar de uma vez a loja imaginária onde a sua presença ilusória há muito deixara de se fazer sentir como outrora a sonhou.

Aquilo que ganhou, lucro indevido, só faria algum sentido se conseguisse caminhar sem ondas para o lugar que lhe competia.

Sem julgar que desistia mas antes que abraçava o destino como um filho que gerou.
E que entretanto se emancipou.

Do seu ascendente senil.

JANELAS PARA O MUNDO


3.8.07

Adoro

As Mulheres.

ESTÁ UM SOL DO CANECO

Mas eu continuo a não vislumbrar em volta da maioria das pessoas que me confrontam uma sombra de dignidade.

AMANHÃ

Já estou de férias.

E estas vão ser a rasgar.

2.8.07

NÃO QUERO SUBIR NA VIDA NÃO...

ADERI A MAIS UMA COMUNIDADE NA NET

Por convite de alguém que bloga.
Já são duas. Comunidades.

HOJE FAZ ANOS

A Cláudia.