9.5.12

NOSTALGIA DE PACOTE

Encontramos alguém que não víamos há bastante tempo e percebemos, ao longo da conversa, que há vários alguéns dos quais deixámos de saber o que fosse, algures ao longo do caminho.
E algumas dessas pessoas, percebemos então, faziam falta no passado mas fariam ainda mais agora.
Mas, por algum motivo, para retomar contactos parece sempre tarde demais.

2.5.12

AS CORES DO CÉU


Foto: Shark

28.4.12

SEXO AOS QUADRADINHOS (2)

- Sabes, Super-Homem, o Homem-Aranha e a namorada separaram-se.
- Então porquê, Batgirl? Eles davam-se tão bem...
- Pois, mas ela é muito ciumenta e apanhou-o em flagrante a comer uma mosca...

SEXO AOS QUADRADINHOS

Para apresentar à Minnie os prazeres do sexo virtual, o Mickey preparou com todo o carinho um menáge a trois no mousepad da sua amante.

27.4.12

ABSTENHA-SE IGUALMENTE DE PENSAR


Foto: Shark

26.4.12

DE LONGO ALCANCE

Ela: "Tás com uma língua muito afiada..."
Ele: "E atão, tás com medo que eu seja o Zorro?"

DESABAFOS DE UMA PIROCA TRABALHADEIRA


A propósito do Dia do Trabalhador veio-me à memória um plenário das pilas no WC de uma cervejaria em Lisboa, anos atrás.
Em causa estavam as pilas do tempo do chora, sempre a queixarem-se por tudo e por nada e a reclamarem direitos que eu, por exemplo, mesmo sendo de esquerda (pelo menos tudo aponta nessa direcção) jamais incluiria no rol de exigências.
Vai daí uma assim mais para o robusto começou a falar mais alto (pois, mesmo entre nós pilas tamanho não é documento mas acaba por ter a sua influência…) acerca do gravíssimo problema das horas extraordinárias.
As horas extraordinárias? Como o próprio nome indica, e sobretudo no contexto das nossas funções fálicas, não podem ser um problema! Reparem, suas pilas murchas: a expressão “horas extraordinárias” contém uma pista importante para lá chegarem sem eu ter que fazer um desenho.
Então mas agora uma pila ia ter horário de trabalho? Das tantas às tantas isto e das tantas às tantas aquilo? Foi logo o que eu disse à tal pila grandalhona: és grande mas não deves ser grande coiso…
As horas a mais são mesmo extraordinárias e por isso não vejo onde está a razão de queixa, excepto para aquele tipo de pila que só cumpre calendário. Chegam ali, picam o ponto e acabou. Às vezes dá a sensação que só pegam ao serviço para tomarem o cafezinho e recolherem de imediato à casota logo a seguir.

Eu sei que pode-se ser chamado ao serviço a qualquer hora do dia e da noite e nessa matéria o coiso agarrado a mim já aprendeu que o meu estado de prontidão é permanente, pareço uma pila bombeira. E ele confia na mangueira sempre à mão para qualquer emergência, não há cá reivindicações.
Sim, reclamo quando há motivos concretos para o fazer. Mas não invento contrariedades onde eles não existem e são raras no cargo que nós pilas ocupamos, este papel na vida que compete a quem nasce ao pendurão mas afinal tem por missão arrastar para a felicidade umas criaturas esquisitas e complicadas que o destino nos impõe.

Por isso não alinho em grupos de pilas e acho que cada uma trata de si.
É que eu sou pau para toda a obra, não sirvo só para fazer chichi.

25.4.12

25 DE ABRIL

Sempre.

24.4.12

A FÉ EMBUTIDA

A senhora existe mesmo e chama-se Maria da Ressurreição do Espírito Santo.
Só espero que seja uma profunda devota ou estaríamos perante um desperdício de proporções bíblicas.

O ANIMAL DE HÁBITOS EM MIM

Já estranho quase tanto não encontrar folhetos dos hipermercados na caixa do correio como não encontrar na caixa de entrada do email alguma receita milagrosa do tipo enlarge your penis.

23.4.12

AS CORES DO CÉU


Foto/Imagem: Shark

22.4.12

EU, FALO DE ESQUERDA

Como se aproximam as comemorações de mais um aniversário sobre a Revolução de Abril e porque nem as pirocas podem alhear-se dos benefícios que a efeméride representa vou nesta ocasião explicar exactamente isso: o que representam para uma pila os valores de Abril.
Bom, desde pequenina (que nunca fui) tenho uma inclinação para a esquerda que não me deixa mentir. Mas nem vou por esse caminho fácil da predestinação, pois é óbvio o meu apego à liberdade. É em liberdade que atinjo o meu apogeu! Livre de roupas, livre de constrangimentos, livre para exibir a melhor pila que sou.
Mas a essa liberdade estão associadas outras não menos relevantes (relevo é o meu apelido do meio), como é o caso da liberdade de expressão. Sim, a expressão do meu potencial deve ser livre e não constituir um embaraço na praia para o coiso agarrado a mim e que me enterra na areia para dissimular essa manifestação de apego à vida que ofereço ao mundo com toda a naturalidade de que vos falo. E sei sempre do que falo, por inerência.
Existe ainda a liberdade de escolha, tão reprimida no passado e que mergulhava as pilas na falta de alternativas ou as forçava à clandestinidade promíscua no interior de serviços públicos de satisfação, sempre em busca de uma variação que o Regime conservador proibia com a veemência que murchava a vontade a qualquer cravito mais arrebitado. Agora a oferta ainda abunda e a procura não cessa de evoluir, pois até a economia do país conheceu os inúmeros benefícios da maior abertura aos mercados! Isto, claro, até ao dia em que os malabaristas da finança  foderam o poder de compra ao pessoal.
Mas nem só em tempo de vacas gordas nós pilas apreciamos a liberdade que a Revolução nos ofereceu de forma directa (nudismo nas praias antes do 25 de Abril? Filmes porno em exibição nos cinemas antes do 25 de Abril? e por aí fora...) ou indirecta, pelo quanto influencia o estado de espírito dos coisos agarrados a nós.
Também eles funcionam melhor quanto mais livres se sentem para dar voz à felicidade como gostam de a experimentar que, falo por mim, é à fartazana.
Por isso voltarei a erguer a minha voz quando a juntar à do coiso agarrado a mim, enquanto ecoar pela vizinhança o Grândola Vila Morena bem alto, com a afirmação inequívoca da força na verga para lutar contra os que ameaçam, castradores, a liberdade de que nem as pilas algum dia abdicarão.

17.4.12

BORDERLINE


Foto/Imagem: Shark

7.4.12

NEED YOU NOW

Lady Antebellum

6.4.12

QUAL COELHINHO?


Foto/Imagem: Shark

26.3.12

A OLHAR PARA UM PALÁCIO

O ambiente já estava um nadinha tenso por causa do tema da conversa na altura em que o mais atrasado chegou. Outro dos presentes ruminava a intranquilidade própria de quem sente a testa mais pesada, ainda que em sentido figurado, e partilhava com os restantes convivas a sua dúvida metódica acerca do comportamento suspeito da sua esposa alegadamente infiel. E o rapaz parecia mesmo desorientado, nervos à flor da pele, cada vez mais próximo da verdade que todos em seu redor já haviam bebido das suas conjecturas mais uns emails comprometedores que cuidara de imprimir.
A malta acabou por ler e poucas dúvidas restavam e toda a gente se limitava a fazer que sim ou que não com a cabeça, tentando ao máximo não arriscar qualquer frase que pudesse ser mal interpretada.
Mas o recém chegado não tinha a plena consciência do que estava em causa e aligeirou.
Foi o caos aquilo que libertou quando o macho ferido no seu orgulho lhe perguntou o que achava e o outro, na boa, sorrindo lhe respondeu:
- Mano, eu dessas cenas não percebo um boi.

14.3.12

A SOMBRA DE UM PASSADO


Foto/Imagem: Shark

9.3.12

FATHER AND SON

Cat Stevens.

8.3.12

REI DAS BRANCAS


Foto/Imagem: Shark

7.3.12

E DAMOS TUDO POR UMA BOA VIZINHANÇA


Sempre achei que deve existir um elo de ligação forte entre nós, eu e o coiso agarrado a mim. De resto, ainda há dias numa troca de impressões com uma passarinha que frequento amiúde veio à baila a sua relação com a coisa agarrada a ela e, garanto-vos, se fosse de chorar tinha sido ali que me desfazia em lágrimas.
A prontidão com que a coisa agarrada a essa passarinha se predispunha a acolher-nos constituiu sempre uma grata constatação para mim. No entanto, nunca me deu para pensar acerca do que distinguia aquela coisa das outras apesar de achar recomendável todo aquele arejo que, toda a gente sabe, só dá saúde e boas cores.
Mas naquele dia a passarinha resolveu abrir-se ainda mais para mim e partilhou uma inconfidência, estava eu a louvar a atitude tão porreira da coisa que tantas vezes a libertava do tecido opressor quando fiquei a saber em segunda mão (a canhota tinha por lá passado um nadinha antes) que a passarinha era claustrofóbica. E a coisa agarrada a ela parecia sentir-lhe a aflição que tentava exprimir por todos os meios ao seu alcance, nomeadamente tentando até afogá-la (pelo que tenho visto até era bem capaz de conseguir…).
Felizmente nunca precisara de ir tão longe, tamanha a facilidade de comunicação, o tal elo de ligação que deve existir entre as partes e que tanta diferença faz na hora das decisões que só as coisas e os coisos podem tomar por nós e que permitia aquela maravilhosa sintonia, a passarinha a toda a hora fora da sua gaiola de pano e a coisa agarrada a ela sempre a irradiar alegria e boa disposição.
Quando me penso no contexto desta parceria forçada com o coiso tendo muitas vezes a negligenciar o culto de proximidade, os dias passam a correr e as noites ainda mais e uma pila acaba por não ter tempo nem cabeça (credo, que imagem horrível me aflorou a mente) para solidificar os tais laços que, bem vistas as coisas, facilitam a vida a toda a gente. Mas acabo por perceber que a nossa relação acabou por se moldar na mesma à semelhança da que a passarinha tanto louvou.
É que eu não sofro de claustrofobia mas não gosto nada de roupa e nunca soube manifestar esse desagrado sem ser à marrada. Todavia, a minha ligação com o coiso foi sendo construída sobre alicerces sólidos até se tornar num imponente edifício (sim, eu sempre fui o elevador…), chegando o dia em que a sua mais importante fracção mergulhou de cabeça na onda da propriedade horizontal e o coiso, que funciona como uma espécie de administração do condomínio, parece mesmo eu na forma como privilegia com entusiasmo o usufruto frequente e a liberdade inerente à partilha intensa de traseiras, de terraços e das outras partes comuns.  

ANGEL OF THE MORNING

Juice Newton.

6.3.12

WOMAN

John Lennon.

5.3.12

4.3.12

2.3.12

ANDA QUE FAZEMOS A MEIAS


Foto: Shark

26.2.12

CHASING CARS

Snow Patrol.

12.2.12

HIGH HOPES

Pink Floyd.

11.2.12

SUPPER'S READY

Genesis.

(a minha preferida de todos os tempos...)

10.2.12

9.2.12

8.2.12

TALK TALK

Talk Talk.

NEVER TOO LATE

Three Days Grace.

7.2.12

6.2.12

I MISS YOU

Simple Plan.

5.2.12

NESSUM DORMA

Pavarotti.

SOMEWHERE ONLY WE KNOW

Keane.

4.2.12

WONDERWALL

Oasis.

3.2.12

VAMOS LÁ A COMBATER O FRIO


Foto: Shark

USE SOMEBODY

Kings of Leon.

2.2.12

1.2.12

FOR THE FIRST TIME

The Script.

MY OH MY

Slade.

30.1.12

JUKEBOX HERO

Foreigner.

29.1.12

LANDING IN LONDON

3Doors Down.

27.1.12

WOMAN IN BLACK

Foreigner.

24.1.12

SET FIRE TO THE RAIN

Adele.

23.1.12

GIRL ON THE MOON

Foreigner.

22.1.12

FOOL FOR YOUR LOVING

Whitesnake.

21.1.12

YOU FOUND ME

The Fray.

20.1.12

FORAGIDO


A verdade que se recusou a aceitar, a vontade de repetir.
A mentira que quis acreditar, uma realidade a fingir.
A omissão que tentou justificar, a necessidade de fugir.

MARGEM DE CÁ

Foto: Shark

HERE COMES THE FLOOD

Peter Gabriel.

1.12.11

BACK IN BLACK

AC/DC.

MESSAGE IN A BOTTLE

The Police.

MIDNIGHT BLUE

Lou Gramm.

30.11.11

BY AIR MAIL

Foto: Shark

29.11.11

BIKO

Peter Gabriel.

28.11.11

LESSONS IN LOVE

Level 42.

19.11.11

QUASE ÀS ESCURAS

Foto: Shark

18.11.11

HIGHER

Creed.

PIMPER'S PARADISE

Bob Marley.

HARD TO SAY I'M SORRY

Chicago.

PERFECT DAY

Lou Reed.

9.11.11

LOOK UP!

Foto: Shark

6.11.11

DOGS

Pink Floyd.

5.11.11

ENTRE DOS TIERRAS

Heroes del Silencio.

WHEN TOMORROW COMES

Eurythmics.

15.10.11

IF IT MAKES YOU HAPPY

Sheryl Crow.

8.10.11

VOAR BAIXINHO

Foto: Shark

WEAK IN THE PRESENCE OF BEAUTY

Alison Moyet.

SHE DRIVES ME CRAZY

Fine Young Cannibals.

EVERYBODY WANTS TO RULE THE WORLD

Tears for Fears.

ALIVE AND KICKING

Simple Minds.

SUGAR BABY LOVE

The Rubettes.

31.8.11

COM FÉ NAS BARBATANAS


FIA-TE NA VIRGEM...


28.8.11

ATLETISMO VERBAL

Os melhores conteúdos não estão sempre em boa forma.

25.8.11

AMO A NOITE


Foto: Shark

24.8.11

FINANÇAS PÚBLICAS

Cada vez mais as más acções não são as que se praticam mas apenas as que desvalorizam.

A LÁBIA DO LÍBIO

Será que o pateta das tendas vai desmontar a barraca de vez?

20.8.11

SOMEONE LIKE YOU

Adele.

18.8.11

SÍTIOS ASSIM...


16.8.11

CENTERFOLD

J Geils Band.

DE PEQUENA VAGA

Na placidez de uma navegação pacata, embalada pelo conforto do silêncio convertido em anuência, empurrada pela brisa suave da concordância sobre um firmamento replicado pela multiplicação de pequenos pontos de luz, o brilho reflectido que não se quer distorcido pela desagradável ondulação levantada pela contestação dispensável que pode agitar as águas, abre-se quase sempre um furo no casco apodrecido da embarcação e isso implica a maçada de chapinhar na inevitável estagnação.

DOIS GUMES

A desilusão é ambivalente. Também consegue indignar.

PRA MIM É COMO SE FOSSE SEGUNDA, E ATÃO?


13.8.11

MERCY

Duffy.

12.8.11

SAMBA PA TI

Carlos Santana.

9.8.11

8.8.11

EASY LIVIN'

Uriah Heep.

6.8.11

ON FIRE


Foto/Imagem: Shark

MAGNIFICENT

U2

E QUE TAL CADA GALHO NO SEU MACACO?

Como já devem ter percebido por alguns dos meus desabafos sou uma pila sensível e delicada, para além de hirta e firme quando toca a reunir.
Ora aqui há dias ouvi o coiso agarrado a mim a rir e tentei perceber do que falava, pois para além dos predicados acima também sou, como as melhores pilas, dotada de um refinado sentido de humor.
De resto, ainda ontem no urinol de um restaurante uma pila me contava que abraçou a carreira de palhaça porque sempre que as coisas agarradas às passarinhas a olhavam desatavam a rir e foi assim que a tal pila, nada curta de vistas, percebeu a sua verdadeira vocação e agora conta anedotas a todas as pilas que encontra. E eu, olhando para a minorca, percebi a piada toda da situação.
Por isso tentei perceber de que tratava a galhofa entre os coisos e com franqueza não lhes achei piada nenhuma, pois estavam alegremente a debater onde é que teria sido melhor nascer-lhes uma piroca, como se houvesse sítio melhor do que o real e, pior ainda, como se fossemos nós a nascer neles e não o contrário.
No meio da risota, a maioria defendia que na testa é que era bom, mas outros até se atreviam a sugerir as mãos ou os pés! As mãos ou os pés? Então e a pila andava aí a pisar tudo quanto é porcaria e (aí até dava jeito a algumas, coitadas) a ganhar calo? Ou a mexer em coisas sujas como o dinheiro e outras porcarias em que os coisos agarrados a nós chafurdam?
Às tantas chegou a vez do meu apêndice dar a sua opinião. E não é que o cabrão afirmou a pés juntos que bom era mesmo ter a piroca no queixo? Como se fosse uma barbicha badalo?
Como é possível que um coiso a quem tenho dado tantas alegrias onde estou possa achar que eu estaria melhor à vista de todos, ao pendurão como um chispe?

Pois eu acho é que o coiso agarrado a mim de cuja boca só saem disparates, essa verrugona, ficava melhor atarrachado aos tomates. Ou enfiado pela carola numa...

(Agora, com a fúria, varreu-se-me.)

4.8.11

CHILD IN TIME

Deep Purple.

3.8.11

ESTADOS DE ESPÍRITO



Imagem: Shark

QUAL É O FARDO MAIS PESADO?

O da responsabilidade ou o da consciência?

2.8.11

BABY I DONT CARE

Transvision Vamp.

LOSER

3 Doors Down.