13.11.08

FAMA DE MAU


SÃO 100 MILHÕES POR ANO

Os tubarões exterminados nos oceanos pelos pescadores, por causa do óleo do fígado e das barbatanas para as hediondas sopas chinesas.
A extinção de espécies com milhões de anos de evolução surge cada vez mais no horizonte e não há um cabrão de um líder que acabe de vez com a chacina.

O nosso mundo está a morrer aos poucos e por causa da negligência da esmagadora maioria.

ATEIO A BRASA

Mas não posso usufruir da fogueira...

12.11.08

FORUM HOTEL


THE DOORS




AGORA...

Fiquei baralhado...

11.11.08

ESTE BLOGUE...

...Tenho a impressão de que está a ser seguido outra vez...
Mas não olhem agora.

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES

A mais encantadora foi a de Inglês do 11º ano. Apaixonei-me tanto por ela que, só para a impressionar, a nota mais baixa que tirei foi um 16...

ESTE BLOGUE...

Perdeu o seu único seguidor.
Agora só falto mesmo eu...

10.11.08

MONDAY SPIRIT


WASTED


Porque será que nos anos 70 quando víamos o Espaço 1999 tudo aquilo parecia plausível a essa distância no tempo e afinal, em 2008, ainda se arrastam pelo céu os velhos e pesadões Space Shuttle que nunca se sabe quando podem rebentar em pleno voo?

9.11.08

8.11.08

LUXÚRIA CANIBAL

À mesa da cervejaria, de entre um grupo de amigos destaca-se um elemento com muita sede de protagonismo:
- Vocês sabem que eu ontem comi duas gajas?

7.11.08

UMA CANA DE PESCA TAMBÉM ERA UMA IDEIA...

- Ainda bem que ando sempre com uma faca quando vou de viagem... - referiu um dos quatro sobreviventes de um barco à deriva, oriundo da República Dominicana, que assumiram terem canibalizado o cadáver de um companheiro de viagem menos afortunado.

6.11.08

ESTOU A ENGORDAR...


5.11.08

O CULTO DA FRUSTRAÇÃO INEVITÁVEL

Gostava de ser perfeito.

4.11.08

BOM FIM DE SEMANA!

Sim, eu sei que hoje é terça. Mas uma pessoa tem que ter espírito positivo, não é?

3.11.08

TRAÇOS DE AZUL


AS TUAS PALAVRAS

São fundamentais.
E o meu olhar que as lê quase estende uma mão para melhor sentir a tua presença.

2.11.08

UM DIA FELIZ

Pode perfeitamente começar com o acordar de uma filha, com o seu sorriso que enche o quarto de cor e de luz.

Foi assim que hoje o meu dia começou. Com o sol a nascer no meu colo.

1.11.08

SÍTIOS ASSIM...


31.10.08

E AÍ ELA PEDIU: "FAZ-ME UM FILHO"...

...E curiosamente o meu entusiasmo só esmoreceu quando ela decidiu explicar-me porquê.

30.10.08

QUEM DISSE...

...Que um beijo virtual não pode ter o mesmo impacto de um analógico mentiu-vos.

29.10.08

FREEDOMIZED


POUCO OU NADA...

...Acontece a dois quando apenas um se esforça.
Excepto, a curto prazo, a resignação por contágio.

SUAVES MAS INTENSOS

E sem limitações geográficas.

28.10.08

DÓI-ME A CAROLA

O AMOR ESTÁ NO AR...

...Mais tudo quanto é folha seca, grão de pó ou saco de plástico.
Pelo menos aqui na zona oriental da minha linda capital por causa do sacana do vendaval...

27.10.08

NUM PAÍS DE MORALISTAS...

É de louvar a coragem de um casal em sérias dificuldades financeiras capaz de dar a cara numa televisão, ainda por cima referindo a vergonha como a sensação mais forte em plena penhora dos seus bens. E mais, afirmando-se determinados a pagarem tudo quanto devem, custe o que custar.

É raro e é pena que muitos endinheirados mais mesquinhos desdenhem esta gente exemplar, sentados no sofá e empoleirados numa opulência que quantas vezes pouco ou nada fizeram por merecer. Ou que eventualmente obtiveram de forma indevida e à custa de outros como aquele casal de gente com tomates que dão a cara pela dignidade da sua aflição.

26.10.08

SÍTIOS ASSIM...


25.10.08

DISPENSÁVEIS

Gostava de sentir-me desgostado com as atitudes de merda de algumas pessoas que a vida me impõe.
Seria um indicador mais positivo do que esta sensação de indiferença que as torna tão distantes quanto simplesmente incómodas.

24.10.08

ESTOU CONVENCIDO

O destino é mesmo muito generoso nos cruzamentos dos caminhos.

22.10.08

PROIBIDO ESQUECER


GOSTO MAIS DA BLOGOSFERA...

...Quando consigo viver períodos assim, sem desatinos seja com quem for e com esperança de reconciliação com pessoas com quem me incompatibilizei algures.

21.10.08

SÍTIOS ASSIM...


20.10.08

OLÁS DE FUGIDA

Era uma pessoa de abraço fácil. Ao mínimo pretexto abria as asas e envolvia-nos num aperto quantas vezes desproporcionado com o grau de proximidade ou com o pretexto que o motivava.
Mas ele era a pessoa que nos abraçava e isso distinguia-o de entre a multidão de gente que passava e apenas dizia de longe um olá de fugida.

Um dia abraçou uma causa, de corpo e alma, deu tudo de si e acabou por se desiludir com os outros que o desencantavam com a sua leviandade ou o manifesto oportunismo que as acções e as palavras denunciavam.

Entretanto abandonou a causa. E deixou de nos abraçar.

A BANCA SUÍÇA EM APUROS?

Humm...
Será que ainda podemos fiar-nos nos cucos deles?

17.10.08

MADE IN USA


PASSO A PASSO

Rumo à incógnita.

16.10.08

PEÇO A PALAVRA

E despeço-a logo a seguir.

SE PARTIR NÃO É OPÇÃO...

É muito difícil não vergar.

14.10.08

SÍTIOS ASSIM...


13.10.08

O CERCO INDIVIDUAL

Cada vez há mais sitiados no interior das paredes construídas pelos próprios em seu redor.

11.10.08

MADRUGADA ALFACINHA


9.10.08

NACIONALIZEM-ME, PORRA!

Estou alavancado até às orelhas...

NÃO BASTA DIZER QUERO

Quando se quer algo de importante pode tornar-se indispensável explicar porquê.

8.10.08

O AMOR É TÃO PERFEITO...

...Que não precisa que o façam?

PREVENÇÃO "RODOVIÁRIA"


LIVRE DE MÁGOAS...

...De falsas expectativas ou de ressentimentos, vejo-te ao largo sem tristeza e acima de tudo desejo-te feliz.

7.10.08

SERÁ QUE...

Os capitalistas estarão a sentir as quedas na bolsa e o colapso financeiro global como os comunistas sentiram a queda do muro há uns anos?

5.10.08

AMO-TE NOITE!


O SENTIDO DA VIDA

É meu amigo, pratica desporto, deixou de fumar, é forte como um touro e tem menos de quarenta anos.
Está internado num hospital depois de sofrer um AVC.

ESTÁ ESCRITO...

...Não sou eu que invento.
O deslumbramento pelas celebridades é tanto que as visitas levam porrada nos posts e mesmo assim ficam lá a dar ao rabinho.

É que as celebridades são como os malucos: nunca se deve contrariá-las...

3.10.08

ASAS DE CERA

A estranha apatia soava-lhe a mordomia pelo luxo de esbanjar o tempo num tranquilo vegetar.
Ruminava pensamentos enquanto pastava sofrimentos num campo lavrado pela sua imaginação. Prisioneiro da inércia, sonhava impossíveis aos quais chamava libertação.

Voava quando queria, acordava quando batia contra as grades invisíveis da sua gaiola interior. Preso ao amor, agarrava-se a um poleiro e cantava para espantar as aflições.
Asas amarradas pelas esperanças frustradas, fechado num pequeno pedaço de si.
À beira do bebedouro sorvia o desespero e mirrava de sede à espera de uma gota de orvalho que pendia teimosa, lá no alto, na ponta da árvore em forma de nuvem que cobria o sol.

Fazia-lhe mal, a insistência desastrada numa existência amargurada por algo que não existia afinal. Pura fantasia da qual nunca desistia até chegar o momento oportuno, eternamente amanhã.
E esse dia nasceu, ou antes explodiu como uma granada. Uma verdade revelada, dinamite, consciência recuperada na ressaca de um safanão.

Ergueu-se do chão como um mártir ressuscitado, um colosso despertado do torpor.

E depois o seu tempo acabou.

2.10.08

A CONFIANÇA QUE MERECEMOS

Também passa muito por sabermos enxergar a diferença entre o que faz parte do domínio público e o que deve confinar-se ao domínio privado.

Claro que toda a gente acredita nisto, mas nem todos praticamos.

1.10.08

DIZ O ROTO PARA OS NUS

É interessante perceber como uma caca publicada por uma celebridade é um tratado e uma pérola debitada por alguém desconhecido nem aos porcos interessa.

29.9.08

DEBATE OBAMA-McCAIN

Ao menos no derby lisboeta sabemos afinal quem ganhou...

28.9.08

A VIDA É UM CAMALEÃO

Veste a mesma cor com que pintarmos o horizonte das nossas expectativas.

A MORTE É UM CÃO RAIVOSO

Se não lhe mostramos medo pelo menos hesita.

27.9.08

SÍTIOS ASSIM...


26.9.08

THANK GOD ITS FRIDAY

Se a obrigação fosse descansar estaria desertinho por uma segunda-feira...

25.9.08

OS CALIMEROS MODERNOS...

...Andam muito saídos da casca.

24.9.08

DONT WALK ON THE GRASS


TODOS OS DIAS SÃO BONS

Um gajo é que nem sempre está capaz de saber dar-lhes o devido valor.

WE FADE TO GREY


23.9.08

MEIA-IDADE

A vida está mesmo a passar mais depressa ou é impressão minha?

EM SECO

Vejo em silêncio e engulo.

22.9.08

É DESCOMUNAL...

...A dimensão de alguns equívocos que vejo espelhados em reacções sem nexo.
E nada me cumpre (des)fazer.

21.9.08

CORREIO AZUL


20.9.08

NÃO POSSO CUMPRIR...

...As tuas promessas.

19.9.08

DA PERTINÊNCIA

Dar os bons dias à malta será o bastante para justificar um post na sua condição?

18.9.08

ACÇÃO/REACÇÃO

Há sempre várias explicações possíveis para uma reacção estapafúrdia. Mas apesar de algumas tenderem para a relativa desculpabilização da pessoa em causa, nenhuma é lisonjeira seja para quem for.

17.9.08

BEST ROCK FM

É a minha onda actual.

16.9.08

RICK WRIGHT (1943-2008)


UMA LÓGICA QUASE INFANTIL MAS MUITO PRECOCE

Eu cá acho que só as mulheres é que podem afirmar que vão comer um gajo qualquer e nunca o contrário pois toda a gente come seja o que for com a boca e não com o nariz.

DANCE WITH ME

14.9.08

PROVAS DOS NOVE

Multiplicam-se os factores de divisão nesta soma de pequenas omissões que tanto nos diminuem.

12.9.08

TENHO A IMPRESSÃO...

...Que as próximas eleições presidenciais americanas vão dar início a um dos períodos políticos mais estapafúrdios da última década.
E um dos mais perigosos também.

SE EU ESTIVESSE NO BRASIL NÃO FALTAVA

A VOLTA ESTÁ DADA

E não há volta a dar.

11.9.08

SÓ POSSO RENDER HOMENAGEM

A quem consegue induzir tesão nos outros só com palavras escritas.
Gostava muito de saber como se faz...

10.9.08

QUERO MAIS DE TI

Mas não sei como pedir.

9.9.08

SABOR TROPICAL

Foto: Shark

O MEU CADERNO DE APONTAMENTOS

Não se aponta que é feio.

4.9.08

THE DOORS

"Where are the feast we were promised?"
Jim Morrison

À MEDIDA EM QUE ENVELHECEMOS...

Vão aumentando as situações em que nos sentimos segundas escolhas.

3.9.08

APETITE

1.9.08

VISÃO PRAGMÁTICA

Apenas ele na sala da redacção. Entra ela e diz:
- Boa tarde. Eu sou da agência de publicidade X e venho buscar o material para a contracapa.
- Boas, faça o favor de se sentar que eu estou precisamente a ultimar os textos de rodapé.
- Obrigado.

Um instante de silêncio, quebrado por ele com um tom simpático:
- Então, e que tal lhe tem corrido o dia?
- Bem, felizmente. E o seu?
- Uma maravilha. E parece ter tendência para melhorar.
- Ah sim? Sorte a sua.
- Eu também acredito na sorte, sabe? Por exemplo, assim que entrou ocorreu-me a feliz ideia de lhe perguntar se tem planos para o jantar de hoje…


Um sorriso dela, uma pausa no diálogo e a sua reacção:
- Porque perguntaria tal coisa? Acabámos de nos ver pela primeira vez, somos desconhecidos…
- Podia fabricar num instante uma data de pretextos, mas esse argumento obriga-me a ser frontal. Foi a conjugação da minha disponibilidade com o facto de a sua aparência física me ter feito sentir tentado a arriscar a hipótese de passar um tempo de qualidade com uma pessoa tão bonita assim.
Além disso, referiu que somos desconhecidos e tem toda a razão. Mas se eu não criar as condições para ultrapassarmos essa limitação ela não desaparecerá. E eu lamentaria não ter tomado alguma iniciativa nesse sentido.
Foi tudo isso mais a fé na sorte de que falávamos há pouco…
- Desculpe a questão mas falou da aparência física e eu gostava, só por curiosidade, de saber se existiu algum aspecto em que tenha prendido mais a sua atenção…

Ele engole em seco, recupera a compostura em escassos segundos e avança com a resposta depois de passar de forma discreta mas perceptível a vista pelo peito avantajado da morena deslumbrante:
- Gostei do seu olhar, da forma como trinca o lábio inferior e do tom da sua pele. E creio que me poupará a incluir também o óbvio neste resumo, somos crescidos e não duvido que o saberá tão bem como eu.
- E o que espera de mim ao longo (e depois) dessa refeição?
- Espero uma pessoa com a mesma vontade que eu tenho de fazer valer a pena o tempo investido na ocasião.
- E isso implica o quê?
- Tudo aquilo que a ocasião possa proporcionar.

Novo momento de silêncio, quebrado por ela, sorriso maroto:
- E se a ocasião, como lhe chama, proporcionar um envolvimento íntimo entre nós?
- Farei exactamente o mesmo ao longo de todo o tempo que me conceder, ou seja, tudo aquilo que puder para me certificar de que a “ocasião” lhe agradará, no seu todo, ao ponto de jamais lhe sair da memória.- Hum. E que tal se trocássemos a ordem natural das coisas e fizéssemos agora aquilo que iria acontecer depois do jantar? Assim sempre podíamos apreciar a refeição livres da ansiedade que isso dá…

31.8.08

AGARRAR A VIDA...

Pelas ancas!

28.8.08

NADA

Nada sempre, nada muito.
Para que jamais te afogues no pranto.

25.8.08

ÀS PORTAS


Porta de saída ou porta de entrada?
Sei que acaba ali esta estrada, mas o caminho prossegue algures.
Mais Além...

19.8.08

QUEM TE AVISA...


18.8.08

ABOMINÁVEL


10.8.08

ALEGORIA DA TABERNA (Jun 2006)

A sombra na parede intimidava-o. Não porque se tratasse de uma sombra perigosa ou ameaçadora, mas apenas pela presença constante na sua realidade com luz. Às escuras, a sombra desaparecia da parede e isso tranquilizava-o. Contudo, depressa concluiu que a sombra poderia não se desvanecer na escuridão. Podia estar lá, no mesmo sítio, à espreita de uma nesga de claridade para evidenciar a sua omnipresença. Talvez o breu não limitasse as sombras, antes acentuasse as imperfeições da visão humana.Nesse caso, a sombra estaria sempre na sua realidade, indiferente à claridade ou à penumbra. Com essa certeza adquirida, a relação que mantinha com a sombra atingia preocupantes níveis de proximidade e isso nunca estaria disposto a tolerar.

Tentou olhá-la na zona do rosto, no sítio onde deveriam reinar as expressões que pudessem trair-lhe a frieza e denunciarem-lhe enfim as emoções que nunca antes manifestara. Todavia, a sombra não reagiu. Estava naquela parede, indiferente, como podia estar noutra superfície qualquer. Nas tintas.
Decidira porém ficar ali, serena e perfeita, envolta numa aura de mistério tão densa como o mais pesado dos silêncios que uma sombra pode, sem esforço, assegurar. Parecia determinada em acompanhá-lo até ao fim e mesmo um pouco para lá, testemunha isenta, eternamente calada, espectadora clandestina, parasita, de um reality show intransmissível e pessoal.

Julgar-se-ia superior, o reles efeito de luz. Mas nunca passaria de uma mera imitação, de uma cópia pirata do original que abraçara como uma obsessão. A cabra, com ares de reprovação que se adivinhavam, fáceis, fáceis, branco é galinha o põe, desenhava na parede as denúncias de todos os seus pecados e omissões. Um ovo de Colombo, afinal, pura artimanha para consumo de um parolo em decomposição emocional. Isto era o que ele pensava da sombra que entendia como assombração. Intimidavam-no os fantasmas e todas as manifestações do Além, acobardava-se com a vida para lá da morte que no seu entender não surgia depois da vida mas durante, como uma falsa surpresa no anúncio do fim.Também receava na sombra a sua franqueza brutal.

Tentou buscar um espaço na escuridão, farto de se ver desenhado na parede da sala como um homem sem razão concreta para viver, como um dependente. Tropeçou numa das garrafas vazias enquanto tacteava no vazio, cambaleava, o ponto de apoio que afinal não existia. De bruços no chão, incapaz de se mover, chorou os remorsos pela sua desprezível ingratidão.
A sombra na parede constituía a sua derradeira consciência crítica e na relação com essa amiga imaginária vislumbrava quão bem sucedido se revelava o seu projecto etílico de autodestruição. Sem nada mais a perder, expunha-se à sombra nas emoções infantis e nas vergonhas, vulnerável. Ela não abusava, compreensiva e leal, apenas copiava cada momento num efeito cinzento moldado por um corpo fustigado pela luz. Como uma marioneta, obediente e disciplinada, à medida dos desígnios de quem a quisera mover.

Lamentou a sua sombra prostrada, desajeitada, arrastada para o meio do chão.
Ele amava a sua sombra na parede tanto quanto a temia, decidiu. Apaixonado adormeceria, com o rosto espalmado no soalho, sobre o sal das lágrimas secas pelo sol a nascer. Nas paredes em seu redor a sombra, agigantada pela força luminosa do astro rei que irrompia por entre as persianas da montra da taberna, envolveu-o num abraço terno e espantou-lhe num susto, por breves instantes, o demónio da solidão que um dia o enlouqueceu.

8.8.08

ESPERANÇA DEVIDA


aqui ninguém lê

Ainda consigo surpreender-me com a baixeza de carácter que as pessoas são capazes de revelar por merdinhas sem jeito algum.

Isso deve ser um bom sinal.

6.8.08

O MEO É UMA ANEDOTA

Podem perceber porque o afirmo sem reticências AQUI e AQUI.

3.8.08

SANDMAN


1.8.08

RESERVA DE PROPRIEDADE (Maio 2005)

Travaram os dois a fundo, evitando à justa a colisão.
Saíram dos veículos, possessos, convencidos das suas razões. Haviam descoberto em simultâneo aquele precioso lugar vago no parqueamento, ambos ligaram o pisca e iniciaram a aproximação. Exactamente ao mesmo tempo, triste coincidência, e nenhum abdicaria do seu inegável direito. Envolveram-se em acesa discussão, berraram.
Os dois jovens, classe média abastada e formação superior, não chegaram a um consenso e desataram ao murro. Andaram naquilo um bocado, ninguém se metia que o problema não era seu. Até que um perdeu a luta. E não gostou.
Correu para o porta-bagagens. Quando o outro lá chegou deu-lhe com a chave de rodas numa têmpora e ele tombou. Deitou as mãos à cabeça, o adversário morreu.

Enquanto a polícia o prendia, ensanguentado e em choque, outro cidadão estacionou a sua viatura, satisfeito, naquele oportuno lugar vazio.